Autor: Redazione

Como criar lembranças artesanais: os nossos conselhos

Como criar lembranças artesanais: os nossos conselhos

Saquinhos bordados, boiões de vidro, caixinhas simples. Não há limites para a imaginação e a criatividade nas lembranças artesanais. Mas onde poderá encontrar os materiais certos? Criar lembranças artesanais para o Batizado, a Comunhão, o Crisma e até para o Casamento? Pode ser uma atividade…

A história de São Vicente de Paulo e a sua obra de caridade

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Grupos de oração de Padre Pio: em Inglaterra uma forte devoção ao santo

Grupos de oração de Padre Pio: em Inglaterra uma forte devoção ao santo

Os Grupos de oração de Padre Pio estão amplamente difundidos em Itália e no mundo. No Reino Unido, em particular, reúnem devotos unidos pela mensagem de caridade do Frade de Pietrelcina, no nome do qual redescobrem um mais profundo sentido de pertença à Igreja.

A 23 de setembro, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Pio de Pietrelcina, um dos santos mais amados e venerados no nosso país. A sua existência foi dedicada à oração, ao sacrifício e à entrega total aos outros, à escuta paciente e à vontade constante de aliviar o sofrimento alheio. Estas excecionais virtudes de caridade e misericórdia, juntamente com os seus dons milagrosos de taumaturgo, fizeram nascer em torno do Santo uma devoção popular extraordinária, iniciada ainda em vida. Um exemplo heroico, como o definiu o Papa Francisco, que justifica por que razão, ainda hoje, continuam tão difundidos em Itália, mas também no estrangeiro, numerosos grupos de oração de Padre Pio, que reúnem cristãos que veem no Santo de Pietrelcina um modelo a imitar para se tornarem “instrumentos do amor de Deus para com os mais fracos” (Papa Francisco em Pietrelcina, a 17 de março de 2018).

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Nascido em Pietrelcina, na província de Benevento, a 25 de maio de 1887, Padre Pio manifestou uma fé religiosa precoce, que o levou a entrar muito jovem na Ordem dos Capuchinhos. Para além da sua inclinação para a caridade, a vida de Padre Pio é marcada por acontecimentos prodigiosos e por frequentes diálogos com Deus, que o conduziram a receber os estigmas, a ser visitado por visões místicas, a protagonizar episódios de bilocação e a exalar um suave perfume de flores, sinal milagroso percetível por todos os que dele se aproximavam. Sobretudo, o Santo possuía o dom admirável de ler a mente e o coração dos seus devotos. Ainda em vida, Padre Pio era uma figura de extraordinária devoção e afeto e, após a sua morte, o convento de San Giovanni Rotondo, onde viveu, tornou-se destino de peregrinações provenientes de todo o mundo.

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A este propósito, é interessante saber que Padre Pio é também muito amado e venerado no Reino Unido, onde religiosos e leigos se organizaram em grupos de oração a ele dedicados em todo o país, desde a Irlanda do Norte ao País de Gales e à Cornualha. Em particular, o santuário de Walsingham, coração da devoção mariana em Inglaterra, constitui um lugar significativo para as comunidades de oração, que aí se reúnem sob a orientação dos frades franciscanos para promover um retorno à oração comunitária. De forma geral, os ingleses parecem particularmente sensíveis à devoção por este Santo, tão atento ao sofrimento alheio, tão voltado para os outros no pensamento, nas ações e nos sentimentos. Segundo os testemunhos, rezar a ele e com ele alimenta nos habitantes do Reino Unido um forte sentido de pertença à Igreja enquanto comunidade de fé e humanidade.

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Grupos de oração de Padre Pio: o que são e o que fazem

Os Grupos de oração de Padre Pio continuam a transmitir o legado espiritual de Padre Pio, oferecendo um espaço de oração, meditação e crescimento espiritual para aqueles que desejam aproximar-se de Deus e fortalecer a sua fé no seio de uma comunidade de crentes. Estes grupos nascem como consequência direta da importância central que Padre Pio atribuía à oração, recomendando aos seus devotos que a praticassem o mais possível. Os membros dos Grupos de oração reúnem-se regularmente, geralmente uma vez por mês no mesmo dia. Para além da oração comum e da meditação espiritual, participam na Santa Missa e refletem sobre as Sagradas Escrituras. A partilha da oração e da experiência espiritual conduz ao crescimento de cada participante, tanto no interior do grupo como na sua vivência pessoal enquanto homem e cristão.

Os Grupos de oração de Padre Pio são orientados por um sacerdote, nomeado pelo bispo, que atua como guia espiritual de todos os membros. Estes são igualmente convidados a organizar-se com autonomia, definindo programas e atividades do grupo de oração, respeitando as disponibilidades e adaptando-se às necessidades de cada um.

 

Padre Pio no mundo

A sua santidade sempre inspirou profunda veneração e admiração entre os fiéis. Basta observar o número de Grupos de oração a ele dedicados, nascidos como resultado do seu ministério sacerdotal e que contribuíram para difundir a sua mensagem espiritual. Em todo o mundo, inúmeros devotos reúnem-se em seu nome, em casas particulares, lares, hospitais e outros espaços, sendo muitos destes grupos coordenados a partir de San Giovanni Rotondo por uma comissão criada para o efeito, o Centro Internacional dos Grupos de Oração de San Giovanni Rotondo. A este centro está também associada uma revista, a revista Casa Sollievo della Sofferenza, que desde setembro de 1949 funciona, entre outras funções, como boletim das atividades dos Grupos de oração difundidos em todo o mundo. Esta revista é mensal e atua como órgão oficial dos Grupos de oração para difundir o ensinamento de Padre Pio.

Em San Giovanni Rotondo realizam-se igualmente congressos nacionais e internacionais que reúnem representantes dos Grupos de oração de Padre Pio provenientes de toda a Itália e de outros países.

O grupo de oração de Padre Pio no Reino Unido

No Reino Unido, os grupos de oração de Padre Pio (Padre Pio prayers groups) são mais de setenta.

O grupo de oração de Padre Pio em Derry, perto de Belfast, por exemplo, reúne-se na noite da primeira terça-feira de cada mês. Quem não pode participar presencialmente acompanha online, como aconteceu durante a pandemia. Em conjunto, entoam o Santo Rosário, acompanham a Santa Missa e recitam a oração a São Pio, para além de outras orações e da novena em seu nome.

No Reino Unido, em comparação com outros países, pode ser mais complexo para as associações de fiéis obter a aprovação do bispo e encontrar um sacerdote disponível para as orientar. Ainda assim, tal não impede os devotos de Padre Pio. Basta procurar no Google “Padre Pio prayer groups” para perceber o quão difundido é o amor pelo Santo de Pietrelcina além-Mancha, tanto nas cidades como nas pequenas comunidades. Isto permite compreender a dimensão da sua mensagem de amor e caridade, bem como o legado espiritual que deixou.

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Lembranças de casamento: 10 ideias do nosso catálogo

Lembranças de casamento: 10 ideias do nosso catálogo

Úteis e decorativas, sacras ou profanas, as lembranças de casamento são uma escolha importante e que não deve ser subestimada. Eis algumas ideias originais da nossa loja.

Quando se organiza um casamento católico, nenhum detalhe pode ser deixado ao acaso. Quer se prefira uma cerimónia simples, com poucos familiares e amigos, quer se opte por uma celebração mais suntuosa, recorda-se sempre que, para a Igreja Católica, o matrimónio é considerado muito mais do que uma escolha humana. Trata-se de um vínculo sagrado, realizado entre um homem e uma mulher, elevado ao estatuto de Sacramento por Cristo. É um passo crucial e irrevogável não apenas na vida dos esposos, mas também no seu caminho enquanto crentes cristãos. Uma viagem que não só fortalece os laços entre os dois indivíduos, como se estende ao seu compromisso enquanto membros da comunidade religiosa a que pertencem. O Papa Francisco, com palavras sábias, recorda-nos que o matrimónio na Igreja não se limita a ser uma simples cerimónia adornada com flores e fotografias. É um Sacramento que encontra a sua essência “na” Igreja e contribui para “fazer” a própria Igreja, dando origem a uma nova realidade familiar. Também por isso é importante que cada detalhe da cerimónia e da receção reflita a comunhão de intenções e desejos dos noivos. Assim, também a escolha das lembranças de casamento se torna crucial. Mas como escolher lembranças originais, úteis e, se possível, com um toque sacro ou religioso? Eis algumas ideias para ajudar a tomar a decisão certa.

Que lembranças escolher para o casamento

Quando se trata de lembranças de casamento, a originalidade e a personalização são a chave mais eficaz. Optar por algo único e distinto, de modo a deixar uma impressão duradoura em quem participa na celebração, é até mais importante do que o valor material das lembranças. Ideias como pequenas plantas em vaso, miniálbuns fotográficos personalizados, velas aromáticas feitas à mão ou até objetos de arte podem tornar as lembranças verdadeiramente únicas. Também é possível optar por objetos de uso quotidiano, como abre-garrafas elegantes ou chávenas personalizadas, que os convidados irão apreciar e utilizar com prazer. Ainda assim, as lembranças não precisam de ser dispendiosas para serem valorizadas. Existem opções económicas que, mesmo assim, transportam um significado especial, como cartões personalizados, porta-chaves delicados ou pequenos recipientes para especiarias.

Lembranças religiosas de casamento

Se o significado espiritual do matrimónio for importante para os noivos, é aconselhável considerar a opção de lembranças religiosas. Medalhas benzidas, marcadores de livros com citações religiosas ou pequenas pinturas sacras podem conferir a este dia especial a espiritualidade que merece.
Nesse sentido, porque não unir sacralidade e utilidade com um objeto como a Lembrança de Casamento relógio Sagrada Família, onde uma encantadora representação da Sagrada Família se combina com um prático relógio para expor em qualquer ambiente da casa? O relógio é decorado com pequenos corações com brilhantes, sendo perfeito para qualquer tipo de casamento, desde o mais elegante e clássico ao mais jovem e original.

Moderno e adequado a várias ocasiões, destaca-se também o Difusor de aroma em forma de coração decorado com corações em madeira e a inscrição Love Forever, com fragrância incluída. No interior do coração existe ainda um pendente em forma de Árvore da Vida, tradicionalmente considerado um presente perfeito para desejar boa sorte no início de algo novo. Por um lado, a Árvore da Vida representa a solidez dos afetos, as raízes que nos ligam à intimidade da família e à autenticidade da amizade, por outro, encarna a capacidade inesgotável de crescer e amadurecer, produzindo frutos através do desenvolvimento das nossas capacidades e talentos, num equilíbrio harmonioso entre fundação sólida e ascensão contínua.

Arvore-da-Vida

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Ainda para dar um toque de elegância ao lar, apresenta-se o Porta-retratos branco casal de noivos em resina, produzido por artesãos italianos com materiais de elevada qualidade. No porta-retratos encontra-se uma pequena escultura que representa um casal de noivos num abraço terno. Puramente decorativa, mas muito delicada, surge também a lembrança em resina, feita por artesãos italianos com materiais de primeira qualidade, que representa um casal de noivos atrás do qual se encontra a Árvore da Vida. Os noivos estão unidos pelas alianças entrelaçadas e por espigas de trigo na parte frontal, enquanto, ao fundo, a Árvore da Vida simboliza um augúrio de uma nova vida em conjunto, plena, rica, intensa e assente em raízes sólidas.
Outra ideia que conjuga elegância e espiritualidade é a Caixinha Sagrada Família bicolor porta-rosário, igualmente produzida em resina com acabamento artesanal e materiais cuidadosamente selecionados, garantindo um produto de excelência.

Lembranças de casamento úteis e originais

Uma lembrança original não precisa de ser apenas agradável à vista. Para além da estética e da doçura tradicional dos confeitos, as lembranças de casamento podem ser uma oportunidade para oferecer presentes com valor intrínseco e ligação a tradições autênticas. Porque não oferecer aos convidados lembranças com produtos de mosteiros e confrarias? Quem participar nas núpcias certamente apreciará receber uma compota artesanal, preparada com cuidado em mosteiros que preservam receitas antigas, uma iguaria não só para o paladar, mas também para a alma, ou ainda produtos do apiário, como o mel puro, que une a doçura da ocasião ao labor das abelhas e dos seus cuidadores. Estes presentes não apenas satisfazem os sentidos, como também refletem a dedicação e o trabalho presentes em cada colmeia.

Do mesmo modo, os azeites e condimentos produzidos artesanalmente transportam consigo os sabores e aromas da tradição culinária monástica, acrescentando um toque de requinte às mesas dos convidados e evocando a arte e a sabedoria das comunidades religiosas.
Licores e aguardentes, ou ainda infusões e tisanas, elaborados com ingredientes selecionados e com a dedicação de confrarias religiosas, oferecem momentos de descanso e partilha, podendo ser associados a rituais de serenidade e contemplação.

Incorporar produtos de mosteiros e confrarias nas lembranças de casamento transmite, assim, um profundo sentido de ligação à história e às tradições, acrescentando autenticidade ao evento. Estes presentes não refletem apenas atenção ao detalhe, mas também respeito pelo artesanato e pela dedicação que caracterizam estas comunidades. Os convidados que os recebem sentem que não levam apenas um simples presente: levam consigo um fragmento de história e de coração, cuidadosamente preparado para partilhar a alegria do dia especial.

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As Missionárias da Caridade de Madre Teresa de Calcutá

As Missionárias da Caridade de Madre Teresa de Calcutá

As Missionárias da Caridade de Madre Teresa de Calcutá vivem quotidianamente a herança de amor e compaixão promovida pela sua fundadora, Madre Teresa de Calcutá. Em todo o mundo, aliviam o sofrimento dos mais desfavorecidos

As Missionárias da Caridade são a herança viva deixada por Madre Teresa de Calcutá ao mundo. Comumente conhecidas como Irmãs da Caridade, são uma ordem religiosa fundada em 1950. Estas religiosas, dedicadas ao serviço dos mais necessitados, tiveram um impacto significativo na sociedade que a Santa, símbolo de caridade, procurou transformar, difundindo a sua mensagem de amor, compaixão e cuidado por todo o mundo.

Madre Teresa de Calcutá, também conhecida como Santa Teresa de Calcutá após a sua canonização em 2016, foi uma figura carismática e profundamente altruísta que dedicou a sua vida a ajudar os pobres, os doentes, os órfãos e os moribundos nas ruas de Calcutá, na Índia. A sua inspiração e entrega à causa da caridade atraíram numerosas jovens, que decidiram juntar-se às Missionárias da Caridade para seguir o seu exemplo. A ordem cresceu rapidamente, difundindo-se por diversas partes do mundo, incluindo Roma, onde foi fundada uma das casas-mãe da congregação.

Entre as religiosas que compõem o instituto, encontram-se também as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, um ramo das Missionárias da Caridade. Estas irmãs dedicam-se de modo particular à assistência aos pobres e ao acompanhamento dos doentes terminais no momento da morte, oferecendo conforto e apoio nesses instantes difíceis.

Apesar do falecimento de Madre Teresa em 1997, o seu espírito e a sua missão continuam vivos através das Missionárias da Caridade, que prosseguem a sua preciosa obra e inspiram pessoas em todo o mundo a serem altruístas e generosas para com os mais vulneráveis da sociedade.

As religiosas desta ordem demonstraram, pelo seu exemplo, que o verdadeiro significado do amor e da compaixão reside no serviço ao próximo e na dedicação às obras de misericórdia. A sua influência e o seu empenho constituem um testemunho da importância de colocar o bem-estar dos outros no centro da existência. Não por acaso, além de observarem os três votos comuns a todos os religiosos, pobreza, obediência e castidade, as Missionárias da Caridade comprometem-se com um quarto voto especial, expressão de uma entrega ainda mais profunda: oferecerem-se ao serviço dos mais pobres entre os pobres.

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A história das Missionárias da Caridade

A fundadora das Missionárias da Caridade foi Madre Teresa de Calcutá, nascida Anjeza Gonxhe Bojaxhiu em 1910 e falecida em 1997. De origem albanesa, ingressou inicialmente na Congregação das Irmãs de Loreto, um ramo irlandês do Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria. Como religiosa, escolheu o nome Teresa em honra da sua devoção à carmelita Santa Teresa de Lisieux.

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Em 1929 foi enviada para a Índia, onde iniciou a sua atividade como professora. Aí, Madre Teresa ficou profundamente impressionada com as terríveis condições de vida e de pobreza em que viviam as populações de Calcutá. Com o consentimento da Santa Sé, a 18 de agosto de 1948, decidiu abandonar a sua congregação e fundar uma nova, as Missionárias da Caridade, com o objetivo de se dedicar inteiramente ao cuidado dos mais necessitados. A 19 de março de 1949, a primeira companheira juntou-se a ela neste caminho de serviço e dedicação.

A 7 de outubro de 1950, o arcebispo de Calcutá erigiu oficialmente as Missionárias da Caridade como congregação religiosa de direito diocesano, reconhecendo o seu compromisso e missão. Posteriormente, a 1 de fevereiro de 1965, receberam também a aprovação pontifícia, alcançando assim reconhecimento a nível universal.

O empenho de Madre Teresa e das Missionárias da Caridade no auxílio aos pobres, doentes, órfãos e moribundos atraiu a atenção do mundo inteiro. Em 1979, Madre Teresa foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz pelo seu extraordinário contributo para a humanidade.

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A beatificação de Madre Teresa ocorreu a 19 de outubro de 2003, quando o Papa João Paulo II a proclamou beata numa cerimónia na Praça de São Pedro, em Roma. Por fim, o Papa Francisco canonizou Madre Teresa a 4 de setembro de 2016, reconhecendo oficialmente a sua santidade e a relevância da sua obra no cuidado dos mais necessitados e na inspiração de gerações de voluntários e fiéis a seguirem o seu nobre exemplo.

O hábito das Missionárias da Caridade

As religiosas das Missionárias da Caridade distinguem-se pelo seu vestuário simples e característico, usando um sari branco com bordos azuis e uma cruz ao centro. Este traje reflete a sua humildade e o compromisso de viverem na pobreza espiritual e material, seguindo o exemplo de Madre Teresa. A tradicional veste indiana foi escolhida deliberadamente por Madre Teresa, de modo a identificar-se com o povo indiano e a ser acolhida na cultura local. Além disso, a escolha do sari constitui também uma forma de partilhar a mesma condição de pobreza e humildade das pessoas que servem. Sobre os ombros, as religiosas trazem uma cruz, símbolo do seu compromisso de seguir Jesus Cristo e de levar o seu amor e compaixão ao mundo. O hábito das Missionárias da Caridade é, assim, um sinal tangível do seu voto de pobreza e da sua dedicação a uma vida simples, despojada de bens materiais, mas enriquecida por um amor profundo e um serviço generoso aos mais vulneráveis da sociedade.

As Missionárias da Caridade no mundo

Atualmente, as Missionárias da Caridade são cerca de seis mil, presentes em mais de 130 países. As religiosas desta ordem, fundada por Madre Teresa de Calcutá, gerem orfanatos, casas para doentes terminais, dispensários, escolas e centros de acolhimento para pessoas sem abrigo. A sua presença tem sido particularmente significativa em algumas das regiões mais pobres e desfavorecidas do mundo, levando esperança e auxílio a quem mais necessita.

Em Itália, 129 Missionárias da Caridade atuam em 18 comunidades, cinco das quais em Roma, onde a sede principal da congregação se situa em frente ao Circo Máximo. Nesse local, encontram-se as postulantes, jovens em formação que aspiram a tornar-se religiosas da congregação. Além disso, na mesma área está instalada a sede operativa da postulação para a causa de canonização de Madre Teresa de Calcutá. Contudo, a presença das Missionárias da Caridade em Roma não se limita à formação das novas religiosas nem aos processos de canonização. A poucos metros da sede central, as irmãs gerem uma casa de acolhimento para mais de 60 homens sem abrigo, oferecendo refúgio, alimento e assistência a quem vive em situações de extrema pobreza e marginalização.

Ademais, as religiosas dedicam-se a um importante serviço de apoio às famílias necessitadas. Duas vezes por semana, distribuem vestuário e bens alimentares a famílias em dificuldade. Para além desta distribuição, visitam também as famílias nas suas casas, levando auxílio e conforto.

 Desde 1983, as Missionárias da Caridade estenderam a sua ação também a Milão, no bairro de Baggio, onde todas as noites servem uma refeição quente aos pobres, italianos e estrangeiros, oferecendo igualmente abrigo e apoio a mulheres sós com os seus filhos.

Em 1993, as religiosas chegaram também à cidade de Bolonha, acolhendo mães e crianças, antigas prostitutas e imigrantes, garantindo-lhes alimentação e vestuário.

Em Reggio Calabria encontra-se a casa Dono di Pace, um centro de acolhimento gerido pelas Missionárias da Caridade. As irmãs expandiram-se ainda a outras cidades italianas, como Génova, Turim, Nápoles e Florença, testemunhando em toda a parte a sua proximidade às comunidades mais desfavorecidas.

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São Lourenço, o santo padroeiro dos diáconos permanentes

São Lourenço, o santo padroeiro dos diáconos permanentes

São Lourenço, diácono, dedicou a sua vida ao serviço dos mais desfavorecidos e necessitados. Na noite das estrelas cadentes, a Igreja recorda o seu martírio e a sua misericórdia.

A 10 de agosto, a Igreja Católica celebra São Lourenço, diácono e mártir, padroeiro dos diáconos permanentes. Em vida, foi arquidiácono de Roma ao serviço do futuro Papa Sisto II, sendo responsável pelas atividades caritativas da Diocese de Roma e da sua Igreja primitiva. Enquanto diácono, estava encarregue de orientar e coordenar os esforços destinados a assistir aqueles que se encontravam em situação de necessidade e pobreza, como órfãos e viúvas. A sua dedicação e generosidade no serviço aos outros tornaram-se um modelo de referência para todos os que se empenham na assistência e na solidariedade.

Na tradição da Igreja, São Lourenço é frequentemente representado com uma grelha, símbolo do seu martírio. O seu culto é antigo e difundiu-se rapidamente após a sua morte. Muitas igrejas e comunidades celebram a sua festa a 10 de agosto com procissões, missas solenes e outras iniciativas em sua honra. Padroeiro de diversas cidades, entre as quais Grosseto e Tivoli, é também um dos três padroeiros de Perugia e co-padroeiro de Roma. A catedral de Génova é dedicada a São Lourenço diácono. É considerado protetor dos bibliotecários, cozinheiros, livreiros, pasteleiros, fabricantes de massas, bombeiros, assadores e trabalhadores do vidro.

Na localidade de Amaseno conserva-se uma ampola contendo o seu sangue, que é exposta aos fiéis por ocasião da festa de 10 de agosto e que, nessa ocasião, se liquefaz, à semelhança do que acontece com o sangue de São Januário em Nápoles, voltando depois a coagular.

São Lourenço diácono

Pouco se sabe acerca da vida de São Lourenço mártir. Nascido no século III em Huesca, em Espanha, revelou desde cedo notáveis qualidades de saber e virtude. Realizou estudos humanísticos e teológicos em Saragoça, onde conheceu o futuro Papa Sisto II, então arquidiácono da Igreja de Roma, que se tornou seu amigo e mentor. Com ele seguiu para Roma e integrou o clero da Igreja primitiva. Aos 17 anos foi ordenado acólito pelo Papa Fabiano e, seis anos mais tarde, quando Sisto se tornou bispo, recebeu, com apenas 27 anos, as ordens sacras de subdiácono e depois de diácono, tendo o privilégio de se tornar um dos sete diáconos de Roma. O seu papel de arquidiácono colocava-o numa posição de assistência ao Papa no cuidado das necessidades dos pobres e dos mais carenciados.

O Concílio Vaticano II definiu as normas e modalidades do diaconado moderno, primeiro grau do ministério eclesiástico. Hoje, o diácono é um homem que escolhe viver entre o estado laical e o sacerdotal; não é sacerdote, mas desde os tempos dos apóstolos existem figuras equiparáveis a este papel, frequentemente ao serviço dos bispos, tal como São Lourenço.

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Os diáconos podem ser divididos em duas categorias: diáconos transitórios e diáconos permanentes. Os diáconos transitórios são aqueles que são ordenados tendo em vista a futura ordenação presbiteral; a sua ordenação diaconal é, portanto, temporária e prepara-os para o serviço como sacerdotes. Por outro lado, os diáconos permanentes, de que São Lourenço é padroeiro, são aqueles que escolhem ser ordenados apenas no grau do diaconado, sem aspirar ao presbiterado. Estes podem provir tanto de batizados celibatários como de homens casados e dedicam a sua vida ao serviço da comunidade cristã sem a perspetiva de se tornarem sacerdotes.

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O martírio de São Lourenço

Durante o império de Valeriano, no ano 258 d.C., foi promulgado um édito que ordenava a confiscação dos bens da Igreja e a execução de todos os bispos, presbíteros e diáconos. São Lourenço foi preso e, segundo a tradição, também Sisto foi encarcerado. Enquanto este era brutalmente arrastado pelos soldados, Lourenço correu ao seu encontro, com o rosto banhado em lágrimas, dizendo: “Para onde vais, Pai, sem o teu filho? Para onde te diriges, santo sacerdote, sem o teu diácono?”. Sisto respondeu: “Não te deixo nem te abandono, meu filho, mas outros combates te aguardam… Dentro de três dias juntar-te-ás a mim… Toma as riquezas e os tesouros da Igreja e distribui-os por quem considerares oportuno”. Lourenço pôs-se imediatamente em ação, procurando pobres e clérigos por toda a cidade de Roma e distribuindo-lhes todas as riquezas reunidas. Depois, despedindo-se pela última vez dos cristãos, apresentou-se diante de Valeriano, que o havia convocado, e, em resposta à exigência de entregar os bens da Igreja, prometeu mostrá-los no prazo de três dias. Percorreu então as ruas da cidade, reunindo um grande número de pobres, e conduziu-os ao imperador, dizendo: “Eis aqui os bens da Igreja!”. Com esta ousadia, selou a sua condenação à morte. Segundo a tradição, São Lourenço sofreu o martírio sobre uma grelha ardente. Diz ainda a lenda que manteve uma coragem extraordinária e até um humor surpreendente até ao fim, afirmando aos seus algozes: “Já estou assado deste lado, voltai-me para o outro!”.

O martírio de São Lourenço terá ocorrido a 10 de agosto, sendo referido pela primeira vez na Depositio martyrum, documento datado de 354 d.C., e posteriormente na Passio Polychromi, texto dos séculos V a VII. Desde cedo, os acontecimentos ligados à sua prisão e morte entrelaçam-se com elementos lendários, o que não impediu que numerosos estudiosos e homens de fé relatassem a sua história com base em testemunhos anteriores. Assim o fez Santo Ambrósio, um dos mais importantes doutores da Igreja, na sua obra De officiis ministrorum.

Após a sua morte, o corpo de São Lourenço foi sepultado ao longo da via Tiburtina e, nesse local, o imperador Constantino I mandou construir uma basílica que, restaurada após os danos causados durante a Segunda Guerra Mundial, continua a ser um importante lugar de veneração para os fiéis. No local onde sofreu o martírio foi erguida a igreja de São Lourenço em Panisperna, cujo nome deriva da tradição dos frades e das clarissas de distribuírem pão e presunto aos pobres no dia 10 de agosto.

O martírio de São Lourenço tornou-se também um dos episódios mais icónicos e representados na arte cristã. Muitos mestres o retrataram no momento da prisão e do martírio, como Bernardo Strozzi, Pietro da Cortona e Ticiano.

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A ligação com as estrelas cadentes

Existem diversas tradições que associam São Lourenço às estrelas cadentes. Esta ligação foi imortalizada na poesia de Giovanni Pascoli, intitulada “X agosto”, na qual as estrelas que caem são interpretadas como lágrimas celestes. Do ponto de vista científico, sabe-se que, nos dias em torno de 10 de agosto, a Terra atravessa a chuva de meteoros das Perseidas, tornando visível uma verdadeira chuva de estrelas no céu de verão. Giovanni Pascoli, evocando a morte do pai, assassinado precisamente na noite de 10 de agosto de 1867, vê nas estrelas que parecem arder e cair na tranquilidade do céu as lágrimas celestes de um grande pranto que se acende no firmamento.

São Lourenço, eu sei por que razão
tantas estrelas no ar tranquilo
arde e cai, porque tão grande pranto
no céu profundo cintila.

As estrelas cadentes visíveis no céu na noite de São Lourenço seriam, assim, lágrimas celestes ou, alternativamente, centelhas desprendidas da fogueira do jovem Santo no momento do seu martírio.

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